REVOLTA E COMOÇÃO MARCAM O SEPULTAMENTO DE MULHER ASSASSINADA NA BERNARDO VIEIRA

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
 (LarissaMoura/D.N/D.A/Press)

No momento do sepultamento, o silêncio pairou no cemitério de Nova Descoberta, local onde Lúcia Maria Wanderley Montenegro, de 56 anos, vítima de golpes de faca de um motorista ainda não identificado na Avenida Bernardo Vieira, na noite da última segunda (7), foi sepultada. No momento em que o caixão descia, ouvisse apenas a última despedida do marido da vítima, Roberdan Montenegro, ao jogar uma flor no túmulo: “força meu amor, você é uma guerreira”.

 (LarissaMoura/D.N/D.A/Press)

O segundo filho de Lúcia, Rickson Montenegro, de 28 anos, que passou todo o velório ao lado do caixão, preferiu não falar com a imprensa e contou apenas ter recebido a notícia através de um amigo. “Um amigo viu ele (Rutêncio) no local e me ligou do celular do meu irmão avisando”, disse, sob forte comoção. O filho mais velho da vítima, Roberdan Montenegro Júnior, 31, acompanhou o velório e sepultamento da mãe de longe, e também preferiu não falar sobre o assunto. O terceiro e mais novo filho de Lúcia, Rutêncio Antônio Wanderley Montenegro, 26, permanece internado no pós-operatório do Clóvis Sarinho.

“Eu soube de manhã, pela TV, mas não liguei o nome a pessoa. Mais tarde, no trabalho, é que me contaram. Ela (Lúcia) era uma pessoa muito querida, estava sempre no trabalho, junto do filho. Me sinto indignada, revoltada. Ela era a pessoa mais digna que já conheci, mais unida com a família”, contou Conceição Cunha, 38.

“Fiquei sabendo do acidente através dos colegas, e vim de João Pessoa para cá só para dar um último adeus a essa amiga. Ela era uma grande mulher, uma heroína, até na hora de deixar a vida, protegendo o filho. Ela é um exemplo de mãe e de mulher”, disse o gerente de vendas Emanoel Costa, que veio de João Pessoa para Natal somente pelo sepultamento.

“Ontem, pela manhã, ela foi na minha casa me visitar, e ficou de almoçar comigo, mas disse que não podia pois tinha que resolver uns problemas, então disse que viria no dia seguinte. E hoje, nós ficamos sabendo dessa tragédia”, relatou Salete Nogueira, 70, prima legítima de Lúcia, destacando a incerteza do amanhã.

Fonte: DN ONLINE

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